Se você gostou do nosso relato sobre as cidades de Lençóis e Iraquara aqui publicados na Primeira Parte desse post, vai se impressionar com o que encontramos nas cidades de Andaraí, Nova Redenção, Mucugê e, principalmente, na pouco conhecida cidade de Ibicoara. Confira agora a segunda parte do Viajando sem Frescura – Chapada Diamantina.
Andaraí
Que lugar é esse?
Deixamos Lençóis com o objetivo de explorar a região sul da Chapada. Nossa primeira parada foi em Andarái. Após a descoberta de diamantes em Mucugê, muitos garimpeiros foram para a região em busca de fortuna. Eles trouxeram suas famílias, que povoaram também a cidade de Andaraí. Essas duas cidades foram bastante conhecidas como um dos maiores pontos de extração de minérios da Bahia. Hoje, sua principal atividade econômica está no ecoturismo. A cidade assemelha-se a Lençóis pela estrutura possuindo até locadora de carros (muito importante em uma viagem na Chapada).
Como chegar lá?
Andaraí fica a aproximadamente 100 km de Lençóis. O acesso é feito pela BA 142.
O que fazer lá?
Difícil em Andaraí é pensar no que não fazer. É nesta cidade que fica o Vale do Paty, onde é possível fazer o que foi considerado como um dos melhores trekkings do mundo. Para os aficcionados por cachoeiras, tem as Cachoeiras do Ramalho e Fervedor, Bocório, Três Barras e Cristais, Batatais e Rosinha e a imponente Cachoeira da Donana, que é formada a 100km da nascente do rio formando 4 km de extensão de água doce. É considerada perigosa devido a profundidade dos poços que a queda d’água forma.
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| Cachoeira do Ramalho |
Os que preferirem passeios mais tranqüilos, podem optar por uma visita ao Pantanal de Marimbus, onde muitas famílias com crianças frequentam, e a Gruta da Paixão.
A vila de Igatu é um dos pontos mais famosos da região devido ao seu acervo histórico. Lá está localizado o Museu vivo do Garimpo, a Gruna do Brejo (antigo garimpo subterrâneo) e muitas casas garimpeiras feitas em pedras (todas tombadas pelo patrimônio histórico nacional). A vila também possui atrações como rios, cachoeiras e mirantes.
Enfim, Andaraí é uma cidade repleta de passeios turísticos, mas nosso objetivo era um pouco mais além, na cidade vizinha (48km) de Nova Redenção: o Poço Azul
| Estrada de terra para o Poço Azul |
| Em direção ao Poço Azul. Muito cuidado cos os animais na estrada! |
Poço Azul
Localizado a cerca de 100 metros do solo em uma caverna subterrânea, foi encontrado um rio cujas águas possuem uma coloração azulada incrível. O tom azul intenso da água é resultante da combinação de alguns minérios ali presentes. Como a caverna tem apenas uma entrada, o momento ideal para visitá-la e entre às 11h e 13h, quando o sol fica acima e alguns raios conseguem chegar até a água. Nesse momento a cor azul fica ainda mais intensa.
O poço e a caverna são locais de preservação ambiental e para vista-los, é preciso pagar uma taxa de R$15. Preço bem justo, afinal, os visitantes são acompanhados por um guia que os leva caverna adentro e lá fornece ainda coletes salva-vidas, máscara e snorkel. Isso porque o Poço tem 80 metros de extensão e as águas tem de 18 a 21m de profundidade. Além disso, só é permitida a flutuação para evitar o processo erosivo das paredes da caverna.
Também devido ao tamanho do Poço só são permitidas, no máximo, 9 pessoas de cada vez. Conversando com o guia que nos levou até a gruta, ficamos sabendo que em épocas de feriados prolongados como Carnaval, a fila fica tão grande que a espera para a visitação chega a ser de mais de duas horas. Como fomos em 2, foi bem rápido entrar e pudemos ficar quase uma hora lá curtindo. Achou muito uma hora? Espere... Uma vez que se mergulha lá, você não vai querer sair nunca mais.
Poço Encantado
Esse era outro de nosso objetivo, mas optamos por não visitá-lo após conversar com algumas pessoas locais e descobrir que nessa época do ano (fevereiro) a luz do sol não estava tão boa para chegar às águas do Poço. Aliás, fica a dica: para toda a Chapada Diamantina, o melhor mês para a visitação é SETEMBRO.
O poço Encantado fica em Itaité (a 44km de Andaraí). Basta seguir pela BA- 142. São 20 km até a placa que indica o acesso ao Poço, dali são mais 17 km.A entrada custa R$5 e lá só é permitida a visitação do local, sem mergulho!


Mucugê
Que lugar é esse?
Que lugar é esse?
Chegamos à cidade de Mucugê. Fundada no final do século XVIII, essa cidade já foi o centro comercial da região. Com a decadência da atividade mineradora, a cidade se voltou para a divulgação de suas cachoeiras buscando estimular o ecoturismo.
O que fazer lá?
A cidade tem um dos parques mais estruturados de preservação ambiental. O Projeto Sempre Viva foi fundado em uma parceria de várias esferas do Governo com Associações de Guias locais.
São cobrados R$10 por pessoa para entrar no parque. Lá além de Guias, há um museu que reúne toda a história da mineração. Dali também dá acesso às várias cachoeiras que compõem o Parque.
Logo no inicio das trilhas, encontramos uma primeira cachoeira, que estava seca devido a falta de chuva. Após 20 minutos de caminhada chega-se à Cachoeira do Tiburtino. De águas rasas essa é perfeita para relaxar no final do dia, só curtindo uma “hidromassagem” em baixo da queda d’água.
| Trilha à Cachoeira do Tiburtino |
| Cachoeira do Tiburtino - Lugar ideal para relaxar após algum tempo de viagem |
Continuando a trilha é possível encontrar as cachoeiras das Andorinhas (mais 30 minutos de caminhada), Funis (mais 30 a partir de Andorinhas) e Cardoso , mas como o parque só funciona das 8h30 às 17h30, não pudemos continuar a trilha já que não voltaríamos a tempo.
| Cachoeira das Andorinhas |
Ibicoara
Confesso que ficamos um pouco decepcionados de não poder conhecer todas as cachoeiras de Mucugê, mas esse sentimento logo desapareceu depois que chegamos a Ibicora. Essa cidade, famosa na região pelas plantações de café e alambiques ainda é pouco conhecida no roteiro turístico oficial da Chapada Diamantina. Isso porque suas principais cachoeiras, Buracão e Fumacina, foram descobertas há cerca de 10 anos.
A cidade ainda conta com poucas pousadas (cerca de três) e apenas duas associações de guias, a Bicho do Mato e a ACVIB. Usar cartão de débito ou crédito nas cidades da Chapada já é complicado devido ao número reduzido de estabelecimentos que os aceitam, em Ibicoara então é impossível. Já demos essa dica antes no primeiro post sobre a Chapada, mas vale repetir: Leve dinheiro vivo!
Como chegar?
Ibicoara fica ao sul de Mucugê, cerca de 70km ( A distanca total entre Lençóis e Ibicoara é de 215km). É preciso atenção à entrada da cidade. A saída fica bem em uma descida e a placa é difícil de ver pela velocidade que o carro alcança e também pela paisagem a frente. Nós, destraidos pela paisagem e por uma formação em forma de circulo de árvores, acabamos passando da entrada e fomos parar em Barra da Estiva! O curioso é que nós tínhamos certeza que aquela cidade era Ibicoara e quase fizemos reserva num hotel. Resultado, tivemos que voltar mais 25 km até bicoara.
| Visual da estrada para Ibicoara |
| Entrada de Ibicoara a esquerda, antes da formação de árvores citada no texto. |
O que fazer lá?
Ibicoara já é conhecida de alguns grupos como naturalistas que já realizaram convenções por lá; “cientistas” que acreditam que o lugar é um ponto privilegiado para contato com Ovnis e até alguns hippies. No entanto, muito devido a atitude individual de algumas pessoas, Ibicoara está pouco a pouco sendo conhecida por suas cachoeiras. Muitas ainda estão sendo mapeadas, mas foi lá que encontramos as mais surpreendentes quedas d’água de toda a Chapada Diamantina!
Ficamos no Hotel Raio de Sol. O Hotel era bem simples e cobrava apenas R$50 a diária com direito a café da manhã caprichado. Para quem está acostumado com um acampamento no estilo “sem frescura”, tava bom demais!
Nesse Hotel que conseguimos o contato do Roney (77) 8149-3344 ou (77) 9199-8133, guia da ACVIB. As cachoeiras de Ibicoara são de difícil acesso e, por essa razão, só é possível visita-las com o acompanhamento de um guia. Sempre evitamos guias, mas Roney foi gente boníssima, deu altas dicas sobre a região, contou sobre os diversos grupos que já encontrou por lá e também falou muito sobre a história da cidade. Além de ter tirado várias fotos nossas!
Cachoeira do Buracão
A cachoeira do Buracão ganhou esse nome por sua queda d’água ter formado um verdadeiro buraco no canyons. São mais de 100m de queda e cerca de 80m de extensão entre uma margem e outra. As águas são bem funda s e a força da água te impulsiona continuamente para longe. O esforço para chegar perto da queda é tão grande que os guias fornecem coletes salva-vidas para facilitar o nado.
Para chegar no Buracão é preciso entrar no Parque Natural Municipal do Espalhado (onde só é permitida a entrada com guia. Para chegar ao parque são cerca de 20 minutos de carro saindo da cidade, depois, mais 20 a 30 minutos na estrada onde estão os cafezais e alambiques que sustentam a cidade. Esse parque dá acesso também a Cachoeira da Fumacinha e o valor por pessoa é de R$ 3,00.
Estávamos com um Uno 2011 e, apesar do pessimismo de alguns, conseguimos passar pela estrada (que é péssima!) e ainda cruzar um rio (que passava bem fraco por determinado ponto da estrada).
| Atravessando o rio com um Uno |
São cerca de 30 minutos de trilha entre mato, escadas, curiosas formações rochosas, pedras e depois nos “degraus” formados pelos canyons. O caminho em si já reserva muitas surpresas como uma cachoeira cujas águas desaparecem no solo, seguindo por baixo das pedras, e um conjunto de pequenas quedas que formam a melhor hidromassagem natural que existe!
| Chapéu do Cangaceiro |
| A melhor hidromassagem do mundo! Na volta passamos por baixo, com direito a uma parada nessa cachoeira |
| Cachoeira encantada |
Os minutos finais da trilha são para guardar na memória para o resto da vida. São aproximadamente 80 metros caminhando entre um canyon estreito, por cima das rochas. Ao chegar no final uma pequena curva faz você perder o folego com o visual espetacular da Cachoeira!
| Final da trilha para a Cachoeira do Buracão |
Não deixe de ir até a cachoeira e subir nas pedras para ficar atrás da queda. Como é impossível ficar em baixo pela força da água, a parte mais legal é pular atravessando a barreira de água.
Após ficarmos mais de uma hora e meia nadando nas águas do Buracão, seguimos a trilha subindo os canyons de onde é possível ver de cima a queda. Com certeza uma parada obrigatória para todos!
| Buracão visto por cima |
Cachoeira da Fumacinha
Essa é para quem tem mais disposição. Se a trilha para o Buracão é tranquila, essa ai exige bastante preparo físco. São quatro horas de trilha para chegar até a cachoeira e mais quatro para voltar, ou seja, é preciso acordar bem cedo. Por volta das 6h30 já estávamos a postos com um arsenal de pequenas comidas como frutas (ótimas, pois o descarte pode ser na natureza), água e biscoito. O acesso é feito também pelo Parque Natural Municipal do Espalhado, dali são mais 30 minutos de carro até o inicio da trilha.
A primeira parte da trilha é de mata fechada. Seguindo os conselhos de Roney, nosso guia, fomos de calça comprida para evitar arranhões nas pernas. E como foi útil! O inicio da trilha é bem fechada, chegamos a encontrar uma cobra no caminho e por muito pouco eu não fui picado.
| Cuidado na trilha! |
| Primeiro espelho d'água |
A trilha continua até encontrarmos pela primeira vez o rio. Esse rio cruza por diversas vezes a trilha, que alterna extensões de areia e vegetação bem seca, com vegetação tropical e mata fechada. Até que se chega à parte das pedras. A maior parte da trilha é constituída de pedras, seguindo o caminho do Rio. Essa parte é mais pesada, pois exige equilíbrio e força nos momentos de pequenas escaladas.
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| Parte da trilha onde cruzamos o rio |
| Trlha para a Cachoeira da Fumkacinha! Pedra sobre pedra! |
No decorrer da trilha encontramos diversas cachoeiras, poços e espelhos d’água. Eles literalmente salvam em dias de muito calor e renovam para os próximos quilômetros de trilha.
Em alguns momentos é preciso escalar e passar de um lado a outro se pendurando pela rocha, como na pedra lascada.
Mesmo me recuperando de uma torsão grave no tornozelo, conseguimos andar em um ritmo bom e chegamos em 3h30 ao nosso objetivo: o canyon que forma a Cachoeira da Fumacinha. Esse nome foi dado devido à “fumaça que sai da água” quando ela chega ao fundo. A visão da fenda que dá acesso a Cachoeira já é um espetáculo a parte.
Para entrar literalmente na fenda é preciso ir margeando as pedras segurando bem firme, pois as pedras do caminho quando mais próximas vão se tornando mais escorregadias devido ao limo.
| Primeira parada para o descanso. |
Em alguns momentos é preciso escalar e passar de um lado a outro se pendurando pela rocha, como na pedra lascada.
| Pedra Lascada |
Mesmo me recuperando de uma torsão grave no tornozelo, conseguimos andar em um ritmo bom e chegamos em 3h30 ao nosso objetivo: o canyon que forma a Cachoeira da Fumacinha. Esse nome foi dado devido à “fumaça que sai da água” quando ela chega ao fundo. A visão da fenda que dá acesso a Cachoeira já é um espetáculo a parte.
Para entrar literalmente na fenda é preciso ir margeando as pedras segurando bem firme, pois as pedras do caminho quando mais próximas vão se tornando mais escorregadias devido ao limo.
Lá dentro, a visão é única, mágica, espetacular!! A água mina da pedra e cai de diversos pontos formando uma única queda com mais de 100m.
Uma das razões de se sair cedo para a trilha, além de evitar o retorno à noite, é conseguir chegar na cachoeira entre 12h e 13h, horário em que o sol consegue “entrar” e alguns raios atingem parte da água.
Aliás, o sol é muito importante, pois o formato da pedra, em negativo como se estivesse se fechando, tornou o ambiente todo muito úmido. As pedras e alguns pedaços do canyon são cobertos por limo. Essa formação também deixa a água bastante gelada, mas nada que quem já esteve nas águas de Sana, São Thomé das Letras e Ibitipoca não aguente. Até porque chegar até lá e não entrar na água por conta de estar gelada nunca foi uma opção para nós!
| Cachoeira da Fumacinha |
Uma das razões de se sair cedo para a trilha, além de evitar o retorno à noite, é conseguir chegar na cachoeira entre 12h e 13h, horário em que o sol consegue “entrar” e alguns raios atingem parte da água.
Aliás, o sol é muito importante, pois o formato da pedra, em negativo como se estivesse se fechando, tornou o ambiente todo muito úmido. As pedras e alguns pedaços do canyon são cobertos por limo. Essa formação também deixa a água bastante gelada, mas nada que quem já esteve nas águas de Sana, São Thomé das Letras e Ibitipoca não aguente. Até porque chegar até lá e não entrar na água por conta de estar gelada nunca foi uma opção para nós!
A volta sempre é mais lenta, acabamos fazendo em quatro horas e pudemos contemplar mais desse incrível lugar. Seus contrastes e pequenas belezas naturais em cada ponto que olhamos.
Mirante do Campo Redondo
Na estrada de volta para a saída do Parque, outro ponto de Ibicoara que não se pode deixar de visitar. O povoado de Campo Redondo é onde os pesquisadores de Ovnis se instalaram em busca de contato com seres extraterrestres. Mas nosso objetivo aqui era no nosso próprio planeta.
O Mirante do Campo redondo é uma rocha de uma das encostas da estrada. Devido à sua posição, dependendo do ângulo em que a foto é tirada tem-se a ilusão de que se está a beira de um abismo. De lá também é possível ver um dos mais lindos visuais com rochas típicas do relevo da Chapada.
É, o Brasil é um país com muito a ser descoberto. A Chapada é um exemplo, onde muitas belezas naturais ainda serão descobertas. Se hoje já é um lugar onde é possível se surpreender a cada dia, imagino daqui há mais 10 anos. Isso, é claro, se cada um desses pontos for preservado tal como manda a mãe natureza. Após essa viagem, podemos afirmar que esse é o lugar mais bonito que já fomos e um dos mais bonitos do Brasil! Até o próximo Viajando sem Frescura!!!
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| Mirante do Campo Redondo |
| Mirante do Campo Redondo |
É, o Brasil é um país com muito a ser descoberto. A Chapada é um exemplo, onde muitas belezas naturais ainda serão descobertas. Se hoje já é um lugar onde é possível se surpreender a cada dia, imagino daqui há mais 10 anos. Isso, é claro, se cada um desses pontos for preservado tal como manda a mãe natureza. Após essa viagem, podemos afirmar que esse é o lugar mais bonito que já fomos e um dos mais bonitos do Brasil! Até o próximo Viajando sem Frescura!!!




Adorei! Parabéns pelo post.
ResponderExcluirMAravilhoso! Quero muito ir um dia!
ResponderExcluirBelo testo amigo, moro em Salvador e minha vó em Ituaçu, próxima cidade após Barra da Estiva, adoro passar o São João (Festas Juninas) naquela região, agora que comprei uma moto pretendo juntar uma turma de amigos e ir conhecer cada vez mais dessa beleza, já conheço Andaraí e Mucugê, Ibicoara que me aguarde rsrs
ResponderExcluirTenho um sonho de conhecer esse lugar, parabéns, fotos lindas, viagem maravilhosa!
ResponderExcluirSou de São Paulo e estou pensando em ir em julho, há possibilidade de vocês me passarem alguma ideia de custo, ou algumas dicas por e-mail?
Agradeço muito.
Parabéns pelo seu relato de viagem, estou querendo ir em Janeiro, você sabe se é uma boa época? Também gostaria de saber o que é vc fez com guia e sem guia, também tentamos evitar ao máximo e se for possível ir sozinho é bem melhor! Obrigada
ResponderExcluirOi, meu nome é Lúcia. estive agora em outubro na chapada conheci Lençoes, Andarai,Igatu e Mucugê. Em Lençoes da pra conhecer a cachoeira da Primavera e do halley sem guia, pis ficam praticamenete dentro da cidade, inclusive dá para ir andando de qualqer pousada que vc estiver. Qualquer outro lugar é bom ir com guia. Os caminhos quer dizaer as trilhas sáo muito parecidas e te dá uma impressão de que vc esta caminhando em circulos rsrrs na verdade não está. A alguns trechos tem muitas pedras escorregadias e o guia ele te guia literalmente te dizendo onde pisar e onde evitar descer ou subir e se vc for com um grupo é muito divertido e da para interagir. Tem horas que vc se preocupa com a pessoa que vem atrás de vc na trilha e vc se dá conta que a sua preocupação é com alguém que vc nunca viu antes. Eu amei essa experiencia. não deixe de ir no Morro do Pai Inácio é deslumbrante. Tem ujma agencia em lençoes que faz todos os passeios A Lentur o pessoal é muito organizado e pretativo no meu passeio o guia foi um cara muito legal chamado Hernandez. Se tiver oprtunidade venha conhecer a Chapada Diamantina sim eu gostei tanto que estou voltando agora em dezembro, como moro em Salvador fiac bem mais fácil. Um abraço.
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